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Revolução de 1842

Revolução de 1842

Em 1842, o gabinete conservador de Dom Pedro II introduziu diversas reformas na Constituição que retiravam grande parte da autonomia que os municípios mantinham. Contra essas reformas e contra os conservadores que as defendiam, levantaram-se em armas os liberais dos municípios mineiros e paulistas.

No município de Araxá, os liberais aderiram ao movimento encabeçado pelo Cel. Fortunato José da Silva Botelho, presidente da Câmara.

Contou também com o decidido apoio de Josefa Roquete Franco Carneiro de Mendonça, de seu filho Joaquim Carneiro de Mendonça e de seu genro Antônio Pestana.

Esses rebeldes conseguiram a adesão de alguns comandantes locais das Guardas Nacionais, assim como a mobilização da população dos diferentes distritos de Araxá, a saber: Conceição (Perdizes), São Francisco da Chaga do Campo Grande (Rio Paranaíba), Espírito Santo da Forquilha (Delfinópolis), Crioulos (Pedrinópolis) e São Pedro de Alcântara (Ibiá).

Igreja de São SebastiãoSomando aproximadamente quinhentos homens, marcharam em direção a Araxá de onde pretendiam expulsar os legalistas. Estes, diante do número e força dos rebeldes, viram-se obrigados a solicitar reforços de algumas companhias das Guardas Nacionais de Franca.

No dia 20 de julho, caramurus (legalistas) e chimangos (rebeldes) se enfrentaram no largo da Igreja de São Sebastião, em uma batalha que durou, segundo depoimentos, 24 horas. No final, os rebeldes foram repelidos, retirando-se cada grupo a seus respectivos distritos.

O movimento dos liberais foi derrotado e alguns dos líderes locais, entre eles, Josefa Carneiro de Mendonça, foram presos e levados a julgamento, porém indultados, posteriormente, pelo imperador.