Quando vemos uma camiseta estampada não imaginamos o processo pelo qual um simples pedaço de tecido passa até se tornar aquela camiseta.
A arte de estampar é um processo de impressão que tem registro histórico datado de mais ou menos 3.000 a.c.; esse registro é o selo real com o qual as monarquias imperiais da Ásia Menor davam valor de documento a um escrito. Também, a arte de estampar foi muito desenvolvida no Egito usando-se tecidos que recebiam a impressão através de gravações efetuadas em placas de madeira. Em sua Língua, os gregos antigos denominavam serigrafia como serikos graphein (seda + desenho), mas não eram mestres nesta arte.
Serigrafia é uma denominação técnica que vem de onde?
Sabemos que a tela de seda é a palavra-chave quando se quer nomear algo serigráfico.
Antes da questão técnica é preciso esclarecer a questão histórica. Entenda-se, pois, que a seda é um produto da desova da mariposa cuja postura chega a quinhentos ovos: neles são geradas minúsculas lagartas (ou bicho-da-seda) que têm por alimentação básica a folhagem de amoreira; quando as lagartas atingem a idade adulta deixam de alimentar-se e buscam um local para encasular, momento em que geram, ou segregam, uma substância chamada fibroína que passa pelas glândulas em dois fios revestidos por uma outra substância protéica conhecida como sericina. Vem daí a denominação sericultura.
A Serigrafia ou Silk-screen (do inglês silk=seda + screen=tela) é um processo de impressão no qual a tinta é vazada - pela pressão de um rodo - através de uma tela preparada com a imagem do desenho a ser impresso. A tela, normalmente é feita de Poliéster ou Nylon (antigamente de seda), é esticada em um quadro de madeira, aço ou alumínio. |